*Por Francisco Rebouças
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“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.”
Paulo – I Coríntios, capítulo 14, versículo 40.


A vida exige de cada um de nós a observação rigorosa de determinados princípios dos quais a própria natureza nos dá testemunhos diários, porque, todas as obras elaboradas por ela têm como fator determinante a obediência aos princípios estabelecidos pelas sábias e perfeitas Leis Divinas que regem a vida no nosso planeta.


O Sol, que todos os dias renasce esplendoroso, iluminando-nos e aquecendo a vida não tira férias desde que o vimos pela primeira vez, e não reclama de fadiga ou cansaço; a fonte não se volta ao lugar de nascimento sob a alegação de que não tem coragem para enfrentar as barreiras que se lhes opõem até seu destino; as árvores não se cansam de fornecer flores e frutos com que saciam a fome de todas as criaturas que delas dependem etc.


A cadeia alimentar é rigorosamente executada com normalidade e equilíbrio, não deixando ninguém sem os necessários recursos para cumprir com sua porcentagem de colaboração no desenvolvimento e engrandecimento do planeta que habitamos.


Tudo quanto se refere ao progresso no mundo está fundamentado na sábia e imutável lei do progresso, que segue a sequência natural do planejamento Cósmico, isto é, nada começa pelo fim e nem finaliza pelo começo; a natureza não dá saltos, tudo obedece a uma mecânica altamente complexa e exata.


A relação de harmonia entre nós seres humanos, tem o tamanho do dever retamente cumprido, pois, a harmonia e a paz devem observar uma conduta construída no respeito à ordem e à disciplina, isto porque, o que não tem limites estabelecidos, sem dimensões e sem horários etc., estará fatalmente condenado ao caos.


“À educação moral se direcionam os desafios éticos e comportamentais que trabalham nas estruturas íntimas da criatura, facultando-lhe o enriquecimento espiritual, e mediante o qual pode enfrentar com tranquilidade os processos degenerativos que consomem o organismo da sociedade.


Trata-se de poderoso antídoto à violência e à vulgaridade, que promove o indivíduo a níveis elevados de conduta, através dos quais preserva e desdobra os tesouros da sabedoria e da vivência dignificada.


Completando a educação formal, a de natureza moral compreende que o ser atual procede de experiências evolutivas que o assinalam com resquícios e sequelas decorrentes do trânsito por onde peregrinou, sendo indispensável incutir-lhe ensinamentos cujas estruturas transcendem às ambições do gozo e do egoísmo, numa concepção humanista a princípio, humanitária depois.


Lentamente os seus postulados tornam-se vivenciados, e mais profundos se apresentam na razão proporcional às conquistas realizadas.


A educação moral penetra a sua sonda na realidade espiritual e trabalha-a, moldando-lhe as asas da angelitude sem retirar-lhe os pés do caminho humano a percorrer.


Não se trata, certamente, de estabelecer programas de conduta religiosa ou filosófica, submetidos aos critérios ideológicos das suas tendências partidárias. Mas, de transmitir diretrizes universalistas sobre o dever, a solidariedade, o amor, a compreensão, os direitos da cidadania e, acima de tudo, o respeito a tudo e a todos, trabalhando sempre para aprimorar-se e desenvolver o crescimento pessoal e, por extensão, o da Humanidade.” 
(livro Dias Gloriosos, capítulo 26: Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria e Editora Alvorada, 4ª edição)


É imperioso que atentemos para essas realidades e busquemos nos enquadrar nos parâmetros estabelecidos para uma boa e salutar convivência com nossos semelhantes, exigindo respeito aos nossos direitos sim, mas, sem esquecer por nossa vez que também somos devedores do respeito aos direitos do nosso irmão em caminhada evolutiva.


Que Jesus, nosso amigo e Mestre, possa nos inspirar a sua sublime paz!