Pesquisas e projetos colocam Morretes na vanguarda da produção de própolis azul

Foto: Hederson Alves / TECPAR


A própolis é um alimento natural e funcional, produzido a partir da saliva de abelhas. A partir da coleta de pólens de flores, e misturas com resina, bálsamo vegetal, cera, óleos essenciais e outros resíduos orgânicos, esse produto é usado na natureza para proteger a colmeia contra insetos e microrganismos, no reparo de danos na estrutura e na mumificação de insetos invasores.


Rica em propriedades antioxidantes, vitaminas e minerais, a própolis encontra uso em uma variedade imensa de produtos, da indústria farmacêutica à alimentação saudável. Dependendo da localização das abelhas e colmeias, estações do ano e plantas extraídas, a própolis tem variações de cores, como marrom, verde, vermelha e azul. Esta última vem ganhando atenção da ciência e mostrando ser um potencial de geração de renda no litoral do Paraná.


Em Morretes, pesquisas estão revelando um potencial farmacêutico da própolis azul, que é produzida por abelhas sem ferrão, principalmente do gênero Melipona. A composição química dessa própolis apresenta elevada atividade biológica e uma ação antibacteriana superior às própolis verde e vermelha, amplamente utilizadas na indústria farmacêutica.


Foto: Albori Ribeiro/Prefeitura de Morretes





Um estudo do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), confirmou esse potencial farmacêutico da própolis azul, destacando Morretes como um dos principais municípios no desenvolvimento dessa cadeia produtiva no Estado. A pesquisa também abre caminho para novos estudos voltados ao desenvolvimento de medicamentos e outros produtos de uso medicinal.


Além do avanço nas pesquisas, iniciativas em parceria entre o Tecpar e a Prefeitura de Morretes vêm experimentando o potencial da própolis azul como uma diversificação na produção agrícola e geração de renda no meio rural. Mais de 50 agricultores familiares foram capacitados para atuar na produção de própolis azul e mais de 100 caixas de abelhas sem ferrão já foram distribuídas, incentivando a implantação dos meliponários.


A partir dos estudos e testes como produção, a iniciativa em Morretes pode se estender a outros municípios do litoral paranaense como um exemplo de desenvolvimento sustentável, ao unir a preservação das abelhas nativas a pesquisa e a valorização da agricultura familiar.



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